Mais comum do que você imagina
A diabetes melito é uma das doenças endócrinas mais comuns em cães e gatos. Sua incidência tem aumentado nas últimas décadas, acompanhando mudanças no estilo de vida desses animais: hoje, muitos vivem em ambientes menores, com menor gasto calórico e acesso a alimentos altamente palatáveis e energéticos. Quando não há um manejo nutricional e de atividade física adequados, isso pode favorecer o surgimento da doença.
O que é a diabetes melito?
A diabetes melito (ou diabetes mellitus) ocorre quando há uma deficiência na produção ou na ação do hormônio insulina, produzido pelo pâncreas.
A insulina é essencial para que a glicose (conhecida como o açúcar do sangue) saia da corrente sanguínea e entre nas células, onde será utilizada como fonte de energia.
Quando a insulina está ausente ou não atua de forma adequada, a glicose não consegue ser aproveitada, permanecendo em níveis elevados no sangue. Essa condição é chamada de hiperglicemia, e é a principal característica da doença
Quais os sintomas da diabetes?
Os tutores devem estar atentos a sinais clínicos que costumam aparecer de forma progressiva:
- Aumento da ingestão de água (polidipsia)
- Aumento do volume de urina (poliúria)
- Aumento do apetite (polifagia) mesmo com perda de peso
- Perda de massa muscular
Outros sinais clínicos possíveis incluem:
- Catarata (muito comum em cães diabéticos)
- Odor adocicado ou cetônico no hálito
- Aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia)
- Baixa tolerância ao exercício ou cansaço fácil
- Infecções urinárias recorrentes
Tipos de diabetes em cães e gatos
Tipo 1: Há destruição ou falha das células pancreáticas responsáveis por produzir insulina, levando à deficiência desse hormônio.
Tipo 2: Nesse caso, o pâncreas ainda produz insulina, mas as células do organismo não respondem adequadamente a ela, dificultando ou impedindo a absorção da glicose. Em muitos casos, está relacionada ao excesso de peso, sedentarismo ou uso de certos medicamentos, como os corticoides.
Causas e Fatores de Risco
A diabetes costuma ser uma doença multifatorial, ou seja, não tem uma única causa. Entre os fatores mais comuns estão:
- Predisposição genética
- Obesidade — principal fator predisponente em gatos e importante também em cães
- Sedentarismo
- Uso de medicamentos (como corticoides)
- Doenças concomitantes, como pancreatite, que pode comprometer a função do órgão.
Diabetes em gatos
Em gatos, predomina a tipo 2, na qual fatores ambientais e comportamentais desempenham um papel importante.
Fatores de risco: obesidade, alimentação em excesso, vida sedentária, uso prolongado de corticoides.
Esses casos reduzem a sensibilidade das células à insulina, obrigando o pâncreas a produzir cada vez mais. Com o tempo, ele se esgota, e a hiperglicemia se instala.
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, alguns gatos podem inclusive entrar em remissão parcial, mantendo a doença controlada com ajuste de peso e dieta, reduzindo ou suspendendo o uso de insulina.
Existe relação com a castração?
Após a castração, com a alteração hormonal, os gatos tendem a gastar menos energia e sentir mais fome, aumentando o risco de ganhar peso, um dos fatores predisponentes da doença.
Pensando nisso, a M-Line Gato Castrado foi formulada para ajudar o seu gato a manter o peso ideal, mesmo após a castração. Ela possui particularidades como:
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- Mais fibras para promover saciedade
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Quando administrado em quantidades controladas, contribui para evitar o ganho de peso e promover bem-estar.
Tratamento
O tratamento costuma envolver uso controlado de insulina e monitoramento do peso. Para os animais que precisam emagrecer e controlar a dieta, o alimento deve ser específico para a comorbidade, indicado pelo Médico-Veterinário.
Quanto mais cedo a diabetes é identificada, maiores são as chances de estabilizar o quadro e reduzir riscos à saúde. Consulte um médico-veterinário ou endocrinologista veterinário para definir o melhor plano de cuidado para o seu companheiro



