Ver o nosso melhor amigo envelhecer é um processo natural, mas exige um novo olhar. Assim como nós, os cães e gatos passam por mudanças biológicas que alteram seu comportamento, mobilidade e até a forma como interagem com o mundo. Uma das condições ainda pouco comentadas é o chamado “Alzheimer canino”, um termo popular para algo que a medicina veterinária chama de Síndrome da Disfunção Cognitiva (SDC).
O que acontece no cérebro do animal com “Alzheimer canino”?
Embora não seja exatamente a mesma doença que afeta os humanos, a SDC causa um declínio das funções cerebrais muito semelhante. Na prática, é como se as conexões cerebrais começassem a falhar devido ao envelhecimento das células.
É comum que tutores confundam esses sinais com “coisas da idade”, mas é fundamental ficar atento a sintomas como:
– Choro frequente e sem motivo aparente;
– Andar compulsivo ou ficar “preso” atrás de móveis;
– Incontinência urinária;
– Isolamento e menor interação com a família.
Embora não tenha cura, o diagnóstico precoce é bastante importante. O tratamento envolve medicamentos neuroprotetores, suplementos antioxidantes e, acima de tudo, estímulo mental. Brinquedos inteligentes e brincadeiras de “esconder o petisco” ajudam a manter os neurônios ativos.
Outras doenças que chegam com a idade
O “Alzheimer” não é o único desafio da velhice. O desgaste natural do organismo abre portas para outras condições que, se ignoradas, podem causar dor e desconforto.
Problemas de Articulação (Artrite e Artrose)
Sabe aquela dificuldade que o pet tem para levantar de manhã ou para subir no sofá? Isso pode estar relacionado às doenças articulares. A artrite é a inflamação, enquanto a artrose é o desgaste crônico das cartilagens que protegem e unem os ossos. Sem essa proteção, o impacto dos movimentos causa muita dor. Manter o pet no peso ideal, terapias como fisioterapia e o uso de tapetes antiderrapantes ajudam no manejo da doença.
Catarata
O olho do seu pet tem uma lente interna chamada cristalino, que deve ser totalmente transparente. Com a idade (ou devido a doenças como a diabetes), essa lente começa a ficar opaca, como se uma “nuvenzinha” branca ou azulada estivesse crescendo dentro do olho. Com a progressão do quadro, o pet deixa de enxergar detalhes, vendo apenas vultos, ou pode desenvolver cegueira. Quando a cirurgia não é indicada, o segredo é manter os móveis no mesmo lugar para que o pet se guie pelo olfato e memória.
Doença Renal Crônica
Muito comum em idosos, ocorre quando os rins perdem parte da sua capacidade de filtrar o sangue. É um processo silencioso, muitas vezes o tutor só percebe quando o animal começa a beber água demais e fazer muito xixi ou quando perde o apetite e apresenta vômitos. É um quadro sério que requer acompanhamento do Médico-veterinário.
Obesidade e Problemas Dentais
Cães idosos gastam menos energia, mas muitas vezes continuam comendo a mesma quantidade de comida. A obesidade é perigosa porque pode desencadear outras doenças. Além disso, o acúmulo de tártaro nos dentes não é apenas uma questão estética; as bactérias da boca podem “viajar” pela corrente sanguínea e causar infecções graves no coração e nos rins.
Como adaptar a rotina do seu “vovô” de quatro patas
Cuidar de um pet idoso exige paciência e, na maioria das vezes, adaptação. Pequenas mudanças em casa fazem toda a diferença: mantenha a cama e os potes de comida sempre no mesmo lugar para evitar confusão mental, instale rampas se houver degraus e opte por passeios mais curtos e lentos, respeitando o ritmo dele.
A nutrição também deve mudar. Rações Super Premium, como a M-line da Matsuda Pet, são equilibradas e formuladas com ingredientes de alta digestibilidade, dando o suporte que seu cão precisa para encarar essa fase.
Lembre-se: a velhice não é uma doença, mas uma fase que pede cuidados específicos. Consultas regulares ao veterinário são o melhor caminho para garantir que o seu parceiro continue ao seu lado, com saúde e qualidade de vida.


