O câncer de mama é uma das doenças mais comuns em cadelas não castradas, representando cerca de 50% a 70% das neoplasias diagnosticadas nesses animais, principalmente após os 7 anos de idade.
Entre os fatores envolvidos em seu desenvolvimento estão os hormônios produzidos nos ovários, como estrógeno[LR1] e progesterona. Níveis elevados de progesterona, por exemplo, estimulam a liberação do hormônio do crescimento, que influencia o desenvolvimento das glândulas mamárias, podendo estar associado ao surgimento de células cancerígenas.
Gatas também podem desenvolver?
Sim, nos felinos, trata-se do terceiro tipo de tumor mais comum e apresenta comportamento mais agressivo: estima-se que cerca de 80% dos nódulos encontrados em gatas sejam malignos.
A gravidez psicológica pode contribuir no desenvolvimento do câncer?
A gravidez psicológica (pseudociese ou pseudogestação) é caracterizada por alterações hormonais e comportamentais que simulam uma gestação real, podendo causar aumento das mamas, produção de leite, formação de ninhos, entre outros sintomas.
Apesar de exigir acompanhamento veterinário, não há evidências de que o quadro esteja diretamente relacionado ao desenvolvimento de tumores de mama.
A injeção anticoncepcional aumenta o risco de câncer?
Sim. As injeções conhecidas como “anti-cio” são compostas de progestágenos sintéticos, que atuam de forma semelhante à progesterona natural. Quando aplicadas em doses altas ou de forma repetida, estão associadas ao desenvolvimento de tumores mamários.
Por esse motivo, esse método contraceptivo é fortemente desaconselhado por veterinários, pois, além de ineficaz a longo prazo, pode trazer sérios riscos à saúde da cadela.
A fêmea mais “gordinha” tem maior risco?
Sim, a depender do quanto o animal apresenta de sobrepeso. A obesidade é considerada um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de mama e pode reduzir a sobrevida do animal. No nível celular, o excesso de gordura provoca inflamação crônica e aumento de substâncias que favorecem a proliferação do tumor.
Cadelas de raças são mais predispostas?
Há estudos que sugerem maior incidência do câncer de mama em raças como Golden Retriever, Doberman, Schnauzer, Cocker Spaniel e Yorkshire Terrier, quando comparadas a animais sem raça definida (SRD).
Porém, outros trabalhos apontam o oposto, com maior frequência em SRDs. Assim, não há consenso até o momento, já que fatores como região geográfica, linhagens e cruzamentos podem interferir na interpretação desses dados.
A castração realmente funciona como prevenção?
Sim. Segundo estudos, o momento em que é realizada pode fazer grande diferença:
- Antes do primeiro cio: reduz o risco de desenvolvimento para 0,5%.
- Após o primeiro cio: reduz para 8%.
- Após o segundo cio: reduz para 26%.
- Na fase adulta: o efeito protetor é pouco significativo.
Portanto, atualmente, a castração é apontada como uma das medidas preventivas para essa doença.
Cadelas que já tiveram filhotes têm menor risco?
Embora demonstrado que em mulheres a gestação possa ter efeito protetor contra o câncer de mama, essa relação ainda não foi comprovada em cadelas.
O câncer de mama em cães e gatos é um tema que merece atenção, especialmente porque a prevenção e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida dos pets. A castração no momento adequado, a manutenção de um peso saudável e o acompanhamento veterinário são medidas fundamentais para proteger a saúde do seu melhor amigo.
Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Confira nosso outro artigo sobre Câncer de mama em Pets? Outubro Rosa
Deixe seu comentário ou entre em contato conosco!



